Kaoma - Lambada é sacanagem!! Beleza q é legal e até normal ouvir música brasileira nos bares, restaurantes e cafés de Seattle, mas é preciso um mínimo de seleção em certos casos.
Deixo o Stranger de lado, pego meu café e vou pra rua cruzando Belltown em direção à Downtown. Belltown é o Leblon de Seattle: gente bem civilizada, prédios bonitinhos, jardins bem tratados, restaurantes ótimos e caros, cinema de rua, mendigos educados, malucos e drogados estirados pelos becos e policiais se fingindo de cegos.
Colocando pra tocar These Boots Are Made for Walking eu pego a 2a. Avenida e vou me embora com toda a calma do mundo.
Atravesso o bairro de ponta a ponta, alcanço Downtown e desço em direção ao Pike Market com a desculpa de q quem sabe eu compro alguma fruta lá pra casa (a última vez q vi uma fruta foi numa foto de em suco enlatado). O Pike Market pode ser descrito como o resultado da equação Cobal do Leblon + Feira Hippie + Rua da Alfandega + Moleques Malabaristas. Junta tudo isso, coloca um Q de ponto turístico e pronto, vc ganha toda a liberdade de aumentar o preço da maçã e da laranja sem q ninguém torça o olho.
É curioso parar pra pensar nos vendedores de peixe, diferente dos donos de quitanda japoneses, dos taxistas africanos, dos cozinheiros mexicanos e das putas tchecas, os vendedores de peixe são americanos legítimos!! Interessante como em Seattle ainda existe uma profissão q resista ao excesso de mão-de-obra estrangeira. Começo a pensar q deve ter alguma máfia muito barra pesada por trás disso.
Ainda sobre os peixeiros, aqui pra se vender peixe é preciso todo um know-how, os caras jogam o peixe pra um lado, jogam o peixe pro outro e berram o pedido independente da distância do cliente. Imagina o Sucolé do Claudinho... é igual, só q com atum e badejo.
Compro uma maçã, ligo o iPod no novo do Wilco e fico zanzando pelos corredores como mulher de classe média, passeando em todas as lojas e sempre saindo de sacola vazia. Ao fim do cd e com o objetivo de mudar de ares rumo aos prédios de Downtown, meto na "agulha" ...
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Sunday, April 22, 2007
Such a Perfect Day (3)
Tuesday, March 13, 2007
Such a Perfect Day (2)
Ouvindo Wake Up do Arcade Fire eu saio do prédio, tomo aquela chuva fina na cara q só serve pra estragar o cabelo da minoria das americanas q fazem escova. O objetivo incial é tomar um café da manhã no café da esquina.
O fato de ter um café em cada esquina comprova q Seattle tem mesmo esse vício. Se pelo menos fossem viciados em café decente a minha vida melhoraria consideravelmente, mas tudo bem... a gente atura.
Chego no café, e como a música do lugar é boa desligo o iPod, ouvindo Clap Your Hands eu olho o cardápio. Há remix-coffees de vários tipos, com leite (A), com leite de cabra (B), com chocolate (C), com laranja (D), com creme (E), com canela (F), com vanilla (G), com caramelo (H), com menta (I) ou qualquer combinação dos já citados.
Escolho a combinação A+C+E+F chamada Viennese (nome italiano pra deixar o café servido em copo de papelão mais chique). Existem 4 tamanhos distintos: Tall 12oz, Tall 16oz, Grande e Venti. Peço pra mulher do caixa um Viennese Grande. Falo Grande como se fala Grande, mas ela não entende Grande qd falo Grande, pq ela esperava Grrrrrande e não Grande.
Aceito o fato, pego o meu café e a única coisa q me vem a cabeça é: Pra q colocar nomes tão difíceis? Não seria mais fácil chamar de Small, Medium, Large e Extra Large? E ainda colocam o coitado do Tall significando dois tamanhos diferentes!
Sento na poltrona, folheio o The Stranger na santa paz, até q cometem o crime de tirar o Clap Your Hands tacando Kaoma - Lambada
O fato de ter um café em cada esquina comprova q Seattle tem mesmo esse vício. Se pelo menos fossem viciados em café decente a minha vida melhoraria consideravelmente, mas tudo bem... a gente atura.
Chego no café, e como a música do lugar é boa desligo o iPod, ouvindo Clap Your Hands eu olho o cardápio. Há remix-coffees de vários tipos, com leite (A), com leite de cabra (B), com chocolate (C), com laranja (D), com creme (E), com canela (F), com vanilla (G), com caramelo (H), com menta (I) ou qualquer combinação dos já citados.
Escolho a combinação A+C+E+F chamada Viennese (nome italiano pra deixar o café servido em copo de papelão mais chique). Existem 4 tamanhos distintos: Tall 12oz, Tall 16oz, Grande e Venti. Peço pra mulher do caixa um Viennese Grande. Falo Grande como se fala Grande, mas ela não entende Grande qd falo Grande, pq ela esperava Grrrrrande e não Grande.
Aceito o fato, pego o meu café e a única coisa q me vem a cabeça é: Pra q colocar nomes tão difíceis? Não seria mais fácil chamar de Small, Medium, Large e Extra Large? E ainda colocam o coitado do Tall significando dois tamanhos diferentes!
Sento na poltrona, folheio o The Stranger na santa paz, até q cometem o crime de tirar o Clap Your Hands tacando Kaoma - Lambada
Wednesday, March 7, 2007
Such a Perfect Day (1)
Acordo e abro a janela, chove, chove aquela chuva fina q já estou mais do q adaptado. É sábado e a princípio não tenho nada pra fazer, ficaria jogado no sofá caçando programas com controle remoto mas prefiro espantar a preguiça. Pego uma calça, um casaco, o iPod e vou pra rua.
Canso de dizer q no meu prédio tem várias meninas bonitinhas. A porta do elevador abre e seu conteúdo me faz virar os olhos... na direção oposta. Uma loira disforme, os cabelos tão desarrumados q parecem ter saído da máquina de secar. O peso da criatura informa q a última vez q deu dez passos consecutivos foi aos 15 anos de idade, em direção a uma barra de chocolate, recheada de pasta de amendoim. Piorando um pouco a situação ela carrega um carrinho com roupas sujas (não me atrevi a procurar calcinhas e sutiãs) e veste uma camisola xadrez verde e uma sandália vermelha q obviamente não acomoda seus dedos (alguém pensou na Mamãe Noel?).
Só entro no elevador por acreditar em seu coeficiente de segurança. O elevador para no segundo andar (lavanderia) e a mulher se despede com uma voz rouca cheia de remelas, respondo educadamente enquanto sinto o elevador aliviado subir alguns centímetros.
Próxima parada térreo, com o dia apenas começando o jeito é achar graça da situação e relaxar, ligo o iPod e a musica se encarrega de fazer esse serviço disparando Wake Up - Arcade Fire
Canso de dizer q no meu prédio tem várias meninas bonitinhas. A porta do elevador abre e seu conteúdo me faz virar os olhos... na direção oposta. Uma loira disforme, os cabelos tão desarrumados q parecem ter saído da máquina de secar. O peso da criatura informa q a última vez q deu dez passos consecutivos foi aos 15 anos de idade, em direção a uma barra de chocolate, recheada de pasta de amendoim. Piorando um pouco a situação ela carrega um carrinho com roupas sujas (não me atrevi a procurar calcinhas e sutiãs) e veste uma camisola xadrez verde e uma sandália vermelha q obviamente não acomoda seus dedos (alguém pensou na Mamãe Noel?).
Só entro no elevador por acreditar em seu coeficiente de segurança. O elevador para no segundo andar (lavanderia) e a mulher se despede com uma voz rouca cheia de remelas, respondo educadamente enquanto sinto o elevador aliviado subir alguns centímetros.
Próxima parada térreo, com o dia apenas começando o jeito é achar graça da situação e relaxar, ligo o iPod e a musica se encarrega de fazer esse serviço disparando Wake Up - Arcade Fire
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