Uma cacetada de vídeo pra dar fim de uma vez por todas no assunto festival
Pra começar o vídeo do R.E.M.
Emendando no espetáculo do Flaming Lips
Seguido da única parte decente do The Cure
Mantendo a linha deprê com o Death Cab For Cutie
Ressurgindo com o Modest Mouse
Fechando com uma misturada formada por uma introdução do The Hives, a porrada sem lógica do Mars Volta, a zona da M.I.A., a tranquilidade do Destroyer, o axé do Michael Franti e o New Pornographers dando por encerrado a salada.
Já faz um tempinho q rolou o show da Cat Power, só q sabe-se lá pq eu tô enrolando enrolando enrolando pra sentar e escrever alguma coisa. Se o show tivesse sido uma porcaria seria até razoável, só q tá muito longe de ser o caso. Antes do show me diziam q a performance dela no palco era assustadora e q todas as músicas saiam com uma cara diferente em relação ao álbum, e nos primeiros minutos de show deu pra perceber q essa é a mais pura realidade.
Se no som de casa a voz grave e rouca já passa a impressão que Chan Marshall (CatPower) sofre pacas a cada estrofe, no palco seu suicídio dá toda a pinta de ser iminente. A voz desce rasgando os ouvidos e a cada música aumenta a certeza q essa mulher passou por mil perrengues antes de chegar onde chegou. Dei uma procurada na principal fonte dos nao-jornalistas e não achei nada. Ainda tô encucado, portanto quem souber me avise.
Trocadilhos a parte a verdade é que eu não entendo nada de nada surf. Conhecia umas 3 músicas e tal e fui porque sabe como q é né... showzinho perdido no meio de uma quinta-feira, ali pertinho de casa, nada muito caro, gente conhecida indo, enfim, fui no escuro esperando um bom show daqueles de balançar a cabeça pra um lado e pro outro e bater o pé acompanhando a bateria.
Cheguei meio atrasado pegando o final da banda Seawolf, e não é q me parecia bem direitinha. Depois entrou o Nada Surf e fizeram um belo show, simpáticos e participativos ajudavam até na coreografia da plateia. No fim agradeceu a todo mundo e disse q estaria vendendo seus cds e camisetas na porta. E assim, uns 5 minutos depois do show o vocalista tava lá distribuindo autógrafo, posando pra foto e vendendo um cd atrás do outro. Só fiquei com pena do vocalista do Seawolf, sentado num canto ao lado vendo tudo acontecer e provavelmente pensando q queria ser igual ao Nada Surf quando crescer. Liga não Seawolf, ouvi umas três músicas, mas acho q vcs estão no caminho certo.
Pra nao perder o costume, segue o vídeo do nada surf
Esse blog andou meio fora do ar, o motivo? o melhor de todos. Mas esse post nao é pra pedir desculpa ou explicar a razão, e sim pra desempilhar a pilha dos shows q ficaram pelo caminho. É, tem gente q quando eu falo de show, de música, de banda estranha (pra quem nao sabe) torce o nariz, vira a página, cancela o RSS ou passa adiante. Se vc é um desses... pare por aqui.
Editors Esse faz tempo, acho q mais de um mês, reabrindo o calendários de shows por Seattle. Vou te falar q nao levava muita fé nos caras, e considerava um Interpol wanna be, q nao deixa de ser um Joy Division wanna be (referencias ao Lúcio). Agora, em matéria de show, os caras mandam consideravelmente melhor q o Interpol, tem muito mais carisma e presença de palco q os nova iorquinos burocráticos. Enfim, show bom pacas e só nao tem um filminho maior pq fiz o favor de deixar o cartao de memoria em casa, ou seja, tive q me contentar com a memória interna da camera.
Gogol Bordello Entendo perfeitamente a magreza do vocalista, o show é tão frenético q no minimo uns 5 quilos sao perdidos por noite. Aquele bando de doido cigano simplesmente nao para, umas duas horas de show de tirar o fôlego. O bis segue a mesma linha tomando conta de praticamente meio show. Se sao bons? é banda pra show, ouvir em casa perde muito do apelo, agora, é tanto pula pula q me pergunto como seriam se tivessem nascido na Bahia
Diplo + Justice Queria agradecer ao myspace por me dar de bandeja um show do Diplo com o Justice. Ok, nao chegou a ser melhor q o show do Justice ano passado (melhor de 2007), mas foi bom pacas. Vamos combinar q a duplinha francesa faz um estrago e reconstruindo todas as músicas coloca todo mundo pra dançar. Aquela cruz, os amplificadores Marshall e o jogo de luz dá um tom tão apoteótico q a única coisa q me lembra é o espetáculo do Daft Punk.
Após uma longa espera, chega finalmente ao YouTube o mais novo filme da Weekend Productions. Uma história marcante e arrebatadora q inundará de lágrimas o teclado de seu computador.
Dessa vez o show foi do The Hives. Sabe aquela bandinha q tocava anos atrás "Hate to Say I Told You So"? Pois é, os caras são bons! O show é excelente, em grande parte pela capacidade absurda que o vocalista Howlin' Pelle Almqvist tem de se comunicar com o público.
Quer detalhes? Pra variar tá lá no .::musicness::. (de endereço novo). A resenha do show foi feita pela Ana, e tem um vídeo meu q modéstia parte... tá excelente. Clica aqui e vai!
Muita gente não tava sabendo, mas eu entrei numa fase do processo do green-card que deixou minha ida pro Rio em suspense, isso pq eu estava proibido de colocar os pés fora dos EUA enquanto não pintasse um documento. Bom, o documento pintou semana passada, portanto, agora não tem volta, ou melhor, agora eu posso dizer que volto.
É um fato, tô chegando no Rio daqui há 3 semanas (22/11) e o roteiro como todo mundo já sabe será incessante, frenético, non-stop, de doer as pernas e se depender de mim e de vocês... melhor do que no ano passado.
Ainda tá um pouco cedo pra organizar a agenda, mas considerando o fato que chegarei na quinta, diria que um barzinho seguido de Matriz é mais do que uma obrigação. O resto das férias eu vejo com o tempo. Certeza mesmo eu só sei tenho uma: dormir é perda de tempo, melhor deixar pra fazer isso no avião de volta e no inverno chuvoso de Seattle.
Fica um vídeo de 3% do que foi a loucura nada saudável mas indispensável da viagem do ano passado.
Saiu mais uma historinha de show lá no .::musicness::. Dessa vez é do Digitalism que rolou semana passada no Chop Suey. Se tiver tempo, interesse e/ou paciência passa lá clicando aqui.
E foi. O show do Justice dia 12 foi o melhor presente de dia das crianças dos meus últimos anos. Talvez o melhor show que tenha assistido em meus tempos de Seattle.
O texto foi parar lá no .::musicness::. Se tiver com saco de me ver escrevendo sobre música de novo, é só clicar aqui.
Quarta passada teve show do Bonde do Role por aqui. Só q dessa vez em vez de escrever qualquer baboseira por aqui, o texto com o vídeo ficou mais bonitinho e foi parar no blog .::musicness::.
É isso aí, de uma hora pra outra acabei virando correspondente internacional... vai pra lá.
E de novo os macacos do ártico destruíram tudo q tinha pela frente. Dentro do Paramount tocaram todas as músicas dos dois álbuns e ainda meteram uma nova. O público fugiu do padrão dançando e cantando como loucos. Cheguei à conclusão q a nova geração de Seattle é consideravelmente mais animada do q a geração atual. Não é a primeira vez q a turma nova dá de dez nos idosos de 30. Só espero q não sofram de envelhecimento precoce.
O vídeo são 10 minutos frenéticos. Still Take You Home, Fake Tales of San Francisco, Fluorescent Adoledscent, e A Certain Romance, tudo aí a um clique de distância.
Não tem muito o q falar. Gossip abriu e por mais q a Beth Ditto se esgoelasse, nao conseguiu levantar a platéia fria de Seattle. Lcd Soundsystem veio logo em seguida, pegou um publico maior, mas a acústica terrível do Bank of America Arena piorou bastante a apresentação. Finalmente apareceu o Arcade Fire, e mostrou novamente que é um absurdo no palco. Meu comentário é o mesmo q eu fiz nos tempos do Coachella: "Primeiro lançam um CD excelente, depois lançam um outro CD melhor q o primeiro, depois me manda um show desse na cara... isso é sacanagem pra qq mortal."
O vídeo tenta mas nao chega nem perto
PS: O show do Gossip começou 15 minutos antes, venderam em pé e colocaram mais da metade sentado, não tinha cerveja à venda, etc. Enfim, tudo na mais absoluta normalidade tosca da América.
Voltando pros posts de cunho cultural sobre música estranha pra maioria e de bom gosto pros informados, esse final de semana tava rolando há 3 quadras da minha casa o Bumbershoot Music Festival. O Flickr tem umas 50 fotos, o YouTube tem vários vídeos e logo aqui debaixo tem os mais interessantes.
The Shins mandando um Floyd
Pharmacy mandando um Beatles
Devendra Benhart
o roteiro básico do festival foi: Sabado: - The Shins: bem bom, mas é calminho demais pra festival - The Lashes: vale a pena ouvir, e o vocalista é sensacional - The Pharmacy: abrindo o show com Eleanor Rigby foi sem dúvida o melhor momento, mas é legal vai. - Gogol Bordello: FODA, melhor show do festival, os caras conseguiram finalmente descruzar o braço do povo de Seattle, e um bis interminável... graças a Deus.
Domingo: - Kings of Leon: mostraram q o show do Coachella foi excessão, eles realmente (apesar de serem excelentes) nao seguram a onda no palco - Apples in Stereo: música pra deixar as pessoas felizes, mas nem assim o povinho de Seattle tirou o pé do chão. - Art Brut: um exemplo de presença de palco. perdeu pro Gogol por pouco, muito pouco - Andrew Bird: é bom, mas pra ouvir em casa, no show eu saí antes da metade - Devendra Benhart: começou devagar mas depois engrenou e acabou muitissimo bem.
Segunda: - Nada demais na programação, fiquei aqui uploadiando tudo
Poderia falar q o vídeo já passa uma idéia boa do assunto e por isso não preciso falar nada sobre o show. Seria uma mentira absurda, o vídeo não transmite nem um décimo do q é o show, e o q eu falar aqui também não vai chegar aos pés do q aconteceu no último sábado.
O fato é q aqueles malditos robozinhos franceses conseguiram criar um espetáculo de luz e som incomparável, sem nada do mesmo nível por perto. Daqui há alguns anos quem sabe esse show será visto como um marco, e aqueles q foram terão toda a razão do mundo em se sentirem uns privilegiados.
Domingo, acordo umas 11 da manhã e resolvo atravessar duas esquinas em busca de um café mais agradável q o da minha cozinha. Ainda meio sonado paro na esquina e espero o sinal, uma mulher vindo em minha direção pergunta: "Vai lá se juntar aos homossexuais?"
Sorrio, olho eu frente e só aí cai a ficha. A Pride Parade é a uma quadra da minha casa! Com a rua interditada e um monte de gente assistindo a parada só me resta a opção de participar da festa (como espectador).
No fim a constatação de q dois quarteirões de Capitol Hill tem um concentração maior de viados do q toda a parada em Belltown. Mas beleza, o importante pras pessoas ali era se mostrar presente com todas as plumas, paetês, calças de couro e botas de plataforma que lhes são de direito.
PS: Pra quem não lembra tem gente no vídeo q já apareceu antes por aqui
Fremont é um bairro por aqui com um estilinho meio hipponga e descolado, facilitando a vida dos cariocas digamos q enquanto Belltown é o Leblon e Capitol Hill é Botafogo, Fremont pode ser considerado as Laranjeiras.
Pois é justamente em Fremont q todo ano rola a Solstice Parade. As pessoas armam uns carros alegóricos, tiram a bicicleta da garagem, toda a roupa do corpo, e saem por aí pedalando com toda a liberdade do mundo.
Certas situações realmente pareciam a visão do inferno, mas é bom saber q pelo menos até agora ninguém criou uma lei obrigando o uso de tapa-sexos ou a higienização dos celins de bicicleta. Uma espécie de carnaval com uma queda considerável no padrão de qualidade, mas ainda assim uma luz mostrando q nem tudo está perdido.
70% das pessoas q eu avisei sobre o CSS me perguntaram o q q Cascading Style Sheets tinha a ver com música, as outras 30% preferiram me ignorar. Depois de um leve esforço o pessoal começou a encarar numa boa, e no fim acabei juntando uma leva de se não me engano 14 pessoas made in td q é canto. O show foi o q tinha q ser, ingressos esgotados, animado do início ao fim, mas pelo menos pra mim um pouco abaixo das expectativas por 2 singelos motivos:
1) Busdriver abrindo no lugar do Bonde do Role foi triste de ruim. 2) A gente lá na cara do palco se esgoelando com coros de Brasil, Gostosa, Superafim, etc. e a banda nem pra se manifestar. Típico de banda paulista :P
Depois da profunda decepção listada no post aí de baixo o jeito foi relaxar e aproveitar o show do The Killers. Tá certo q eu tô ficando mal acostumado, pelo menos uma vez por mês tem um show absurdo pra se ver ou um festival fora de série pra se ir. Não vou ficar fazendo resenha do q foi e do q poderia ser, assite o vídeo q é mais legal pra vc e mais fácil pra mim
Se o objetivo de um show é deixar vc mais interessado e ligado na banda, eles conseguiram... to escutando os caras sem parar.